02 dezembro, 2009
Toca a votar!
'' Preparar o futuro - contribuição para a melhoria da qualidade de vida dos recém-nascidos na região do Barlavento Algarvio''. =)
01 dezembro, 2009
29 novembro, 2009
24 novembro, 2009
Nem tudo o que não parece, não é.
E cá está ele outra vez: sempre oportuno. Ou então, sou mesmo eu que vou lá porque já sei onde encontrar a oportunidade. A oportunidade de ver aquilo que quero ver, aquilo que provavelmente mais ninguém vê, aquilo que até podia ser verdade, mas não é. Porquê? Erros que se repetem, um atrás do outro.
"Não é fácil as pessoas entenderem-se umas às outras seja como for. Pediste-me que te dissesse a melhor coisa que se pode dizer a alguém. E dizer-te que cá dentro tudo estremece quando estás por perto de nada serve. Porque por fora tudo se mantém igual."
"Não é fácil as pessoas entenderem-se umas às outras seja como for. Pediste-me que te dissesse a melhor coisa que se pode dizer a alguém. E dizer-te que cá dentro tudo estremece quando estás por perto de nada serve. Porque por fora tudo se mantém igual."
Pedro Guerra
17 novembro, 2009
10 novembro, 2009
Parabéns!
Uma boa surpresa, abrir o google hoje de manhã e ver esta bela reliquia!


Pela imagem que tenho de mim na altura e tendo em conta a hora a que isso acontecia (recordo-me que estava ainda escuro lá fora) devia estar eu na pré primária, e lembro-me de estar sentadinha num banco em frente à televisão da sala, a minha mãe a pentear-me para ir para a escola e eu consolada a ver a Rua Sésamo.
As coisas que uma pessoa se lembra!
04 novembro, 2009
Sopro
Sim, é contigo que estou a falar, não tenhas dúvidas, como sempre tens quando vens aqui, se é que vens aqui, porque tu não vens. Culpa minha. Menos um ponto para mim. Não gosto de pedir. Nunca gostei. Tu sabes. Tu sabias. Eras a única pessoa que sabia. Escrever é mais fácil do que falar. Tu sabes. Tu escreves. Eu leio. Continuo a ler sabias?
Conseguiste, não consigo confiar mais. E isso está a matar-me por dentro. Depressa. Porquê? Porque não se pode tirar às pessoas aquilo que de melhor têm. A única coisa em que acreditam. Ás vezes a minha vontade é fazer-te engolir cada uma das palavras, as únicas, que me fazem ter medo de olhar para cima e de ver o céu a cair sobre mim. As mesmas que me prendem, que me arrastam todos os dias, por cada dia que insisto em procurar uma razão, por mais longínqua e improvável que seja, uma razão, para poder continuar a acreditar que é tudo uma questão de tempo, que tu nunca mentiste, que eu nunca desisti, que a falta não foi só minha, que o tempo não muda o que é verdadeiro, por mais penoso e convincente que seja, que a eternidade existe, que a mente não é só poeira, que a confiança é inabalável e que eu posso continuar a deixar-te aqui, sempre. Tu não sabes. Eu até consigo acreditar que tu não saibas, mas, por favor, não sejas tão injusto. Injusto. Eu mudo o que está errado: eu risco, eu rasgo, este, sempre o mesmo, destinatário. Eu preciso aprender a culpar-me pelos meus prantos. Deixa-me ao menos esse gosto de ser infeliz por minha causa. Livre e infeliz só porque sou assim. Dá-me um fim para eu começar. Eu nunca comecei.
Sabes por que te digo isto tudo aqui e não na tua cara? Porque não sei falar e porque ao menos tenho uma certeza: se leres isto, é porque vens aqui, e se vens aqui então nem tudo é injusto e este texto faz todo o sentido; se não leres isto é porque não vens aqui, logo o texto não faz qualquer sentido e eu escuso de ter que admitir que me fazes falta. E de cair, outra vez.
E não era nada disto que eu vinha deixar aqui hoje, mas estou cansada de frases incompletas. E de não ter razão.
Conseguiste, não consigo confiar mais. E isso está a matar-me por dentro. Depressa. Porquê? Porque não se pode tirar às pessoas aquilo que de melhor têm. A única coisa em que acreditam. Ás vezes a minha vontade é fazer-te engolir cada uma das palavras, as únicas, que me fazem ter medo de olhar para cima e de ver o céu a cair sobre mim. As mesmas que me prendem, que me arrastam todos os dias, por cada dia que insisto em procurar uma razão, por mais longínqua e improvável que seja, uma razão, para poder continuar a acreditar que é tudo uma questão de tempo, que tu nunca mentiste, que eu nunca desisti, que a falta não foi só minha, que o tempo não muda o que é verdadeiro, por mais penoso e convincente que seja, que a eternidade existe, que a mente não é só poeira, que a confiança é inabalável e que eu posso continuar a deixar-te aqui, sempre. Tu não sabes. Eu até consigo acreditar que tu não saibas, mas, por favor, não sejas tão injusto. Injusto. Eu mudo o que está errado: eu risco, eu rasgo, este, sempre o mesmo, destinatário. Eu preciso aprender a culpar-me pelos meus prantos. Deixa-me ao menos esse gosto de ser infeliz por minha causa. Livre e infeliz só porque sou assim. Dá-me um fim para eu começar. Eu nunca comecei.
Sabes por que te digo isto tudo aqui e não na tua cara? Porque não sei falar e porque ao menos tenho uma certeza: se leres isto, é porque vens aqui, e se vens aqui então nem tudo é injusto e este texto faz todo o sentido; se não leres isto é porque não vens aqui, logo o texto não faz qualquer sentido e eu escuso de ter que admitir que me fazes falta. E de cair, outra vez.
E não era nada disto que eu vinha deixar aqui hoje, mas estou cansada de frases incompletas. E de não ter razão.
29 outubro, 2009
Era uma vez uma casa. Numa outra vez, numa outra idade – quase a mesma – era uma vez o velho que vivia nessa casa. O velho não tinha nome. A sua mãe tinha sido rainha e o seu pai não tinha sido nada. A mãe morreu quando ele nasceu. O pai nunca mais viveu desde que a mãe morreu. Por isso, o velho não tinha nome. A casa era pequena, fria no inverno e quente no verão. Nas paredes enegrecidas pelo lume – que todos os dias, sempre à mesma hora, o velho acendia dentro da larga chaminé – não havia fotografias, não havia espelhos, não havia sequer um mal concebido calendário. O chão de pedra, de água só conhecia a salgada, que a mão pesada do velho escorraçava da face decalcada pelo excesso de tempo, sempre que um outro dia brotava: lentamente: tortuosamente.
O velho não gostava de falar. Só gostava de ouvir. Mas não falava nem ouvia: não falava porque não gostava e não ouvia porque não tinha ninguém para ouvir.
Às vezes parecia-lhe ouvir uma mulher a cantar. Naquelas vezes, que eram todas, em que ele acordava quando o sol nascia, e se deitava, na pequena cama de ferro onde nasceu, ainda o sol não se tinha posto. Em todas aquelas vezes em que ele ouvia a mulher a cantar e abria a porta que dava para a rua, a porta que dava para o jardim que já fora jardim, de flores e de vida, e saía, devagar, como se fosse a primeira vez.
A única lembrança que lhe dá peso à memória é a do dia em que ela morreu. Ele já não tinha pai, e tal como o pai já não tinha nada. Ela tinha tudo: menos vida de sobra. Quando ela era viva, ele nunca ouviu a voz dela e, talvez por isso, a ouvisse tão bem agora. Porque ela tinha a voz que ele entendia. Cantava o que ele lhe pedia.
O velho que um dia foi novo, atravessa o jardim sem cores só mais uma vez - como sempre - só para a encontrar: perpétua, imóvel, irremediavelmente no mesmo sítio: sentada, encostada à, ainda branca, parede do casão, de olhos fechados e braços abertos. Sempre ali, à espera que ele chegue e se sente, calado, imóvel, perto o suficiente para a olhar. Olhar e ouvir, porque ainda tem alguém para ouvir. E ela canta. E ele sente-a viva. E ele esquece-se. Ela pede desculpa. E ele morre feliz.
O velho não gostava de falar. Só gostava de ouvir. Mas não falava nem ouvia: não falava porque não gostava e não ouvia porque não tinha ninguém para ouvir.
Às vezes parecia-lhe ouvir uma mulher a cantar. Naquelas vezes, que eram todas, em que ele acordava quando o sol nascia, e se deitava, na pequena cama de ferro onde nasceu, ainda o sol não se tinha posto. Em todas aquelas vezes em que ele ouvia a mulher a cantar e abria a porta que dava para a rua, a porta que dava para o jardim que já fora jardim, de flores e de vida, e saía, devagar, como se fosse a primeira vez.
A única lembrança que lhe dá peso à memória é a do dia em que ela morreu. Ele já não tinha pai, e tal como o pai já não tinha nada. Ela tinha tudo: menos vida de sobra. Quando ela era viva, ele nunca ouviu a voz dela e, talvez por isso, a ouvisse tão bem agora. Porque ela tinha a voz que ele entendia. Cantava o que ele lhe pedia.
O velho que um dia foi novo, atravessa o jardim sem cores só mais uma vez - como sempre - só para a encontrar: perpétua, imóvel, irremediavelmente no mesmo sítio: sentada, encostada à, ainda branca, parede do casão, de olhos fechados e braços abertos. Sempre ali, à espera que ele chegue e se sente, calado, imóvel, perto o suficiente para a olhar. Olhar e ouvir, porque ainda tem alguém para ouvir. E ela canta. E ele sente-a viva. E ele esquece-se. Ela pede desculpa. E ele morre feliz.
21 outubro, 2009
Pequenos contributos
Liguem o 760305505 (0,60€ + iva) e sorriam! Porquê? Só vão ficar a saber se ligarem =)
=D
18 outubro, 2009
12 outubro, 2009
07 outubro, 2009
Paragens.
Não o conheço de lado nenhum, simplesmente gosto de o ler.
Justamente por causa disto:
"Ela chegou e disse: não aguento mais, vou morrer. Ele encostou-se para trás na poltrona, sorriu e respondeu: o problema é que não vais."
Pedro Guerra
06 outubro, 2009
Um dos tantos...
...Que nos aquecem a alma.
92.0 FM ! Finalmente! =D
Só nosso!
(http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=27308)
30 setembro, 2009
Se a vida fosse mesmo dois dias: estava lixada. O polegar já programado para actuar naquelas horas em que nada faz sentido, carregava desmotivado no comando de números gastos, ornamentado com a fita-cola que lhe adiava a reforma. O telemóvel inanimado em cima da secretária, habituado a ser alvo de olhares descrentes, parece indiferente ao ambiente taciturno que se vivia naquele quarto: mais uma vez. Ficava assim, sempre que não tinha a mente ocupada com qualquer trabalho exaustivo, ou o espírito entretido com uma daquelas reconfortantes visões utópicas que tão bem a fantasia sabe desenhar. Habituara-se a fazer dessas imagens coreografadas ao pormenor, uma alternativa bem mais eficaz à contagem dos carneirinhos. Tornou-se a única solução para a quebra da rotina demolidora, e verdadeiramente desastrosa, a que, desde certo dia, se tinha aliado: não dormir. Pior que isso: não dormir por razão nenhuma. Mas através desse seu novo método de escape, a fuga para a conciliação com a noite estava facilitada, e a ordem regente durante o dia, restabelecida. Pelo menos dentro do imaginário dela, não do possível.
Afigurava-se muitas vezes de mochila às costas e máquina fotográfica na mão, deslumbrada pela beleza das aldeias gregas, do branco, indiscutivelmente puro para os seus olhos fascinados, e daquelas falésias detalhadamente recortadas pelo mediterrâneo. Noutras vezes, era com o seu cavalo preferido que percorria as planícies alentejanas, de encontro a quem merece mais do que recebe, levando consigo mimos e pózinhos de vida, de paz. E as flores que a esperavam à porta sempre que chegava a casa depois de um dia generosamente atribulado? E os sorrisos e os abraços de que se orgulhava tanto de dar, sem medo, sem racionalizar: sem ser diferente. Se era impossível, ela fazia-o: todas as noites, no silêncio negro do conformismo.
Mas agora estava ali, chateada com o tempo por chamá-la à razão, ansiosa pela chegada do depois, depois, depois de amanhã, sempre tão mais fácil de viver que o hoje.
Um dia. Um dia vou conseguir. Num ápice de revolta contida, desliga a televisão e olha mais uma vez para o telemóvel. Nada. Tens a certeza? O aparelho parece permanecer indiferente à sua presença torturada. Decidida mas contra vontade, agarra nas folhas amarelas espalhadas sobre a cama e atira-as pela janela. Como quem foge da própria sombra, agarra apenas nas chaves e sai de casa no mesmo minuto, como se esta estivesse a arder.
Na rua, os transeuntes seguram nas mãos perplexas, pequenas folhas amarelas escrevinhadas a lápis, aparentemente caídas do céu.
No interior da casa, o telemóvel toca.
Afigurava-se muitas vezes de mochila às costas e máquina fotográfica na mão, deslumbrada pela beleza das aldeias gregas, do branco, indiscutivelmente puro para os seus olhos fascinados, e daquelas falésias detalhadamente recortadas pelo mediterrâneo. Noutras vezes, era com o seu cavalo preferido que percorria as planícies alentejanas, de encontro a quem merece mais do que recebe, levando consigo mimos e pózinhos de vida, de paz. E as flores que a esperavam à porta sempre que chegava a casa depois de um dia generosamente atribulado? E os sorrisos e os abraços de que se orgulhava tanto de dar, sem medo, sem racionalizar: sem ser diferente. Se era impossível, ela fazia-o: todas as noites, no silêncio negro do conformismo.
Mas agora estava ali, chateada com o tempo por chamá-la à razão, ansiosa pela chegada do depois, depois, depois de amanhã, sempre tão mais fácil de viver que o hoje.
Um dia. Um dia vou conseguir. Num ápice de revolta contida, desliga a televisão e olha mais uma vez para o telemóvel. Nada. Tens a certeza? O aparelho parece permanecer indiferente à sua presença torturada. Decidida mas contra vontade, agarra nas folhas amarelas espalhadas sobre a cama e atira-as pela janela. Como quem foge da própria sombra, agarra apenas nas chaves e sai de casa no mesmo minuto, como se esta estivesse a arder.
Na rua, os transeuntes seguram nas mãos perplexas, pequenas folhas amarelas escrevinhadas a lápis, aparentemente caídas do céu.
No interior da casa, o telemóvel toca.
29 setembro, 2009
Espada de dois gumes.
"Por isso escrevo esta história. Porque sinto a sua falta muitas vezes. Gostaria de lhe perguntar se ela se lembra como eu me lembro, mas sei que sim. A Cláudia sempre gostou de desaparecer, mas isso não significava, de modo algum, que as coisas lhe fossem indiferentes. Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silencio, que me zanguei com o seu ultimo desaparecimento, que vivo amuado com ela desde então. Não é verdade, Cláudia. "
in "No teu Deserto"
14 julho, 2009
House
" - Esperamos.
- Por quê?
- Esperamos que alguma coisa mude...
- É essa a grande tragédia da vida."
01 julho, 2009
28 junho, 2009
Febre da Dança
Ao Domingo à noite na RTP1.
Confesso que me é dificil vê-lo sentada no sofá. ^^
Recomendo. =)
Confesso que me é dificil vê-lo sentada no sofá. ^^
Recomendo. =)
24 junho, 2009
De mim.
Se vencida uma batalha, alegorizasses a vitória
Não te magoavas tanto príncipe duvidoso.
Não perderias tu o tempo nem ele a razão
Que te dá um Deus misericordioso
Quando na ausência de presença o desafias glorioso
Em troca do que juras em vão.
Não gastes à toa o que te sobrou dessa festa
Que em ti se viu desfeita sem um assentimento meu
Guarda-as em ti quando é tudo o que te resta
Contador de histórias, leviano proclamador
Dessa honra que é viver debaixo de um céu
De onde chovem palavras ao desbarato
Que por si mesmas deviam reclamar anonimato
Até que ao menos no mundo acabasse a dor.
Usa-as só como tu sabes, mas não te percas tanto nelas.
Fazes quem em ti tanto crê crer
Que assina por baixo na fonte dos embaraços
Quando tudo quanto que lhe alimenta o ser
É o desejo de paz dessa alma amargurada
À deriva rumo aos não requisitados abraços
Que silencias a cada madrugada.
Lembra-me quem és tu, e não porque existem elas.
Não te magoavas tanto príncipe duvidoso.
Não perderias tu o tempo nem ele a razão
Que te dá um Deus misericordioso
Quando na ausência de presença o desafias glorioso
Em troca do que juras em vão.
Não gastes à toa o que te sobrou dessa festa
Que em ti se viu desfeita sem um assentimento meu
Guarda-as em ti quando é tudo o que te resta
Contador de histórias, leviano proclamador
Dessa honra que é viver debaixo de um céu
De onde chovem palavras ao desbarato
Que por si mesmas deviam reclamar anonimato
Até que ao menos no mundo acabasse a dor.
Usa-as só como tu sabes, mas não te percas tanto nelas.
Fazes quem em ti tanto crê crer
Que assina por baixo na fonte dos embaraços
Quando tudo quanto que lhe alimenta o ser
É o desejo de paz dessa alma amargurada
À deriva rumo aos não requisitados abraços
Que silencias a cada madrugada.
Lembra-me quem és tu, e não porque existem elas.
Puzzle
Imaginei-o ali, imóvel, alheio ao zunido remoto da destruição, a vislumbrar a paisagem enterrada, a procurar-se por entre aquele reboliço barulhento e empoeirado de maquinaria e desconhecidos – a admirar tudo o que já lá não estava.
Como a criança que vê a sua prenda perfeita de novo embrulhada, a ser levada de volta para a loja.
Suposições.
Como a criança que vê a sua prenda perfeita de novo embrulhada, a ser levada de volta para a loja.
Suposições.
18 junho, 2009
Eu disse que ela voltava.
Não tenho como não fazê-lo.
"Usou-me, sim, Sininho, como eu a usei a ela, como nos usamos todos. A vida consiste nisso mesmo: em que nos usemos, da melhor maneira que pudermos. Usei-te eu como devia? Porque me sobras tanto, ainda?"
Inês Pedrosa
16 junho, 2009
A inexistência de qualquer réstia de vontade para estudar patologia neste momento e, mais especificamente, neste lugar, tem destas coisas. Arranja-se qualquer desculpa para escapar ao amanhã, até mesmo tempo: tempo que não existe.
Ou não será este um remendo mal alinhavado, refugio das outras horas em que se esquece de viver, de deixar que o tempo venha e vá, como quem acaricia ao de leve para não deixar marcas, dando sempre lugar ao tempo filho do mesmo pai que se lhe segue, que nem um fio de seda que ondula sobre o vento, sempre na mesma direcção.
É, emaranha-se nele, esquece-se de deixar que ele passe. E depois quando se lembra larga-lhe as pontas presas, sacudindo-o como um lençol amarrotado, e o tempo solta-se, livre: que nem o pássaro incrédulo que vê miraculosamente aberta a porta da gaiola.
Ou não será este um remendo mal alinhavado, refugio das outras horas em que se esquece de viver, de deixar que o tempo venha e vá, como quem acaricia ao de leve para não deixar marcas, dando sempre lugar ao tempo filho do mesmo pai que se lhe segue, que nem um fio de seda que ondula sobre o vento, sempre na mesma direcção.
É, emaranha-se nele, esquece-se de deixar que ele passe. E depois quando se lembra larga-lhe as pontas presas, sacudindo-o como um lençol amarrotado, e o tempo solta-se, livre: que nem o pássaro incrédulo que vê miraculosamente aberta a porta da gaiola.

15 junho, 2009
Bingo!
Quando criei este blog foi com o propósito de ter um espaço onde pudesse partilhar um pouco de mim, através das minhas palavras. Mas acho que para partilharmos aquilo que somos, podemos por vezes também utilizar as palavras de outras pessoas. É também para isso que afinal existem os livros, os blogs. Para partilhar com outras pessoas o que já partilhamos com alguém. Uma ideia. Um principio. Várias verdades. Uma forma de crescer.
E a verdade é que ando a ler um livro que me incita constantemente a citá-lo, ou melhor, a citá-la - Inês Pedrosa - pela forma quase descarada com que me lê, quando devia ser eu a lê-la.
Fica aqui portanto um pequeno excerto, da última página lida. (Espero que ela não se importe! Porque provavelmente hão de vir mais.)
"A escritora chorava, com a escova do rímel na mão, e o rímel a enegrecer-lhe as lágrimas.
- Deixa lá. Põe a tua opinião num jornal. No jornal eles são obrigados a ler.
Ela riu-se.
-Estou a chorar porque o Sousa Neto me deixou. Estou a chorar por ele; Treino as lágrimas que ele vai chorar no meu romance, quando quiser voltar para mim e já for tarde demais.
Estás a ver porque é que eu preferi desistir dessa nossa ideia infantil de escrever romances? Já há tantos, hoje - e são tão parecidos com a mentira hiper-realista da realidade. Já há tantos, meu querido - ao menos nunca foste nenhum Sousa para mim."
14 junho, 2009
Tendo em conta que, à pala da multidão que decidiu ir passar o fim-de-semana prolongado ao Algarve, estou a modos que sensivelmente um hora atrasada (e como até não tenho nada para fazer ainda hoje...!), parece-me que pelo menos este video se deve adequar consideravelmente. (E só não grito assim como ele porque possivelmente me expulsariam do autocarro e aí é que não chegaria mesmo a Lisboa hoje).
E aproveitando a desculpa do trânsito, e tendo em conta a falta de tempo ultimamente para as coisas boas da vida, isto até que soa quase como um "afinal ainda existo", independentemente de quem se possa ou não lembrar ainda deste sitio meio abandonado e da inapropriada probabilidade de estar para aqui a monologar insistentemente. Enfim, não há de ser assim tão inútil como parece. Ridiculo mas não inútil. Juro que tenho tido, e até escrito, uma série de ideias para (carinhosamente) espetar aqui, mas amigos, o máximo de tempo que arranjo só dá para as ir anotando no telemóvel ou aqui e ali em lugares menos próprios para tardiamente, em momentos como este, as deixar aqui. Sorte a vossa.
15 maio, 2009
06 maio, 2009
Abreviatura.
É assim que eu gosto. Que surja de mansinho, indiferente ao real. Que não tenha as chaves da porta. E que também não precise tocar à campainha. Que entre pela janela virada para o rio, descuidadamente pelo acaso deixada entreaberta, por detrás de um olhar esquivo que se esconde do que não vê. Que não tenha porquês e não saiba o que é um mas. Que seja imprudente e irracional. Um anónimo para o destino. Uma surpresa para a coincidência. Que seja permanente. Inabalável e palpável. Crente. E que tenha o mundo por descobrir.
Era assim que eu gostava.
Era assim que eu gostava.
29 abril, 2009
Homenagem bem merecida.
Só para dizer isto:
Feliz Dia mundial da Dança a todos os dançarinos (e aspirantes a!) deste país! =D
Subscrever:
Mensagens (Atom)