29 agosto, 2010
Como se isso fizesse diferença.
26 agosto, 2010
Coisas de quem não tem nada que fazer...
O desafio consiste em:
* Pôr o Windows Media Player em modo aleatório;
* Carregar «seguinte» para cada pergunta;
* Usar o título da música como resposta a cada pergunta, mesmo que não faça sentido e sem fazer batota.
Eis o resultado...
1- Como te sentes hoje?
Muse- Unintended
Sarah Brightman -I dreamed a dream
Simple Plan - Welcome to my life
Celine Dion - Because you loved me
(A dançar, lá está xD)
Greenday - Wake me up when september ends (ui!)
Celine Dion - Let's talk about love (-.-)
Rui veloso - Jura
Reamon - Strong
(ya, quando me vou embora lol)
Kelly Clarkson - Addicted (LOL)
Dulce Pontes - Estranha forma de vida (xD)
Mafalda Veiga - Era uma vez um pensamento teu (*.*)
Luis Represas - Ao canto da noite
The Corrs - Run away
(LOL, ainda ontem era o único xD)
Ana Carolina - Aqui
Norah Jones - The prettiest thing
(Nem sei que música é esta xD)
Sarah Mclachland - Possession
The Fray - How to save a life (lol)
Marisa Monte - Pra ser sincero
Lara Fabian - To love again
Whitney Houston - I will always love you
Black eyed peas - Don't lie
Beyonce/Shakira - Beautiful liar
NickelBack - How you remind me
Alicia Keys - No one =)
23 agosto, 2010
"The rest is still unwritten."
Avizinhando-me do coreto, paro agora para aliviar a vista esfalfada de ver vultos e chão, e tento-me concentrar naquele doce excerto de nós que ali se apregoa, sem que lhe seja dado o devido valor. Duas senhoras, jovens, nos cantam alternadamente lá do alto, fados imortalizados por outras vozes, para consolo dos que ali ainda lhe concedem o devido silêncio, apesar do reboliço que a noite se vê rematada a suportar. Talvez por efeito da minha posição relativamente às colunas instaladas junto ao coreto, o som chega-me tosco, sendo-me difícil discriminar as palavras entoadas e percepcionar-lhes um sentido, o meu sentido. Na procura de perfeição, não para o que está a ser cantado, mas para o que me chega, circundo o público atento até os meus ouvidos me ancorarem mesmo de frente para as duas senhoras. Mas se os ouvidos se aquietam pelo lugar afortunado que encontraram, já os olhos descrentes e perplexos, se arregalam desconcertados, presos àquele em que não acreditam mas confiam, ali mesmo, indiferente, represado naquele momento, a pesados e curtos passos de distância, mesmo à sua frente. Os olhos que não encontram outros olhos, apenas um vulto de fábulas dissimuladas, fogem deliberados, cruzando no percurso entre a lua e o chão, o bater alvoroçado do coração, como quem encontrou o procurado.
É de olhos que não querem ver postos no chão, que me deixo levar pelo ritmo acelerado do coração atordoado, que sem hesitar perante o desejado, se desfaz em passos curtos e rápidos para longe, o mais longe, num constante desvio sem sinalização entre a distraída multidão.
“Por trás do espelho quem está, de olhos fixados nos meus?”
Já a música se deixara de ouvir havia quinze corridos e suados minutos e ainda as minhas pernas tremiam que nem varas verdes sobre areias movediças, embaraçadas com tamanha contradição de desejos. Porque elas não sabem que o que as move não é feito de obstinação, como não sabem que nem o que fica deve ser dado como certo; nem que a única ousada solução, seria dar como terminada a perfeição, rodar sobre os atritos do pensamento e correr para onde já não interessasse se haveria música ou não, porque a intenção já não seriam explicações anestesiadas, mas a possibilidade de agarrar no lápis e no papel amarrotado, libertá-lo das opressões inundadas de antecedentes, e riscá-lo como quem não sabe escrever ou não tem histórias para contar. Pintar um fundo denso sem sombras e desafiar as certezas que não deixarão de o ser, chegar ao pé de ti e, agora sim, poder dizer: “Olá, eu sou a Nádia. E tu?”. Como se fosse possível envergar outro caminho começando no mesmo ponto de partida. Como se a memória fosse só ficção manipulável, que se afasta ou se aproxima no ímpeto de chegar à outra margem, sempre à outra margem. Ou talvez seja.
21 agosto, 2010
16 agosto, 2010
"Everybody needs inspiration"
10 agosto, 2010
08 agosto, 2010
Para que não restem cá dúvidas...
Eles são mesmo geniais.
Na próxima oportunidade lá estarei outra vez.
"Sei que o amor é curto e deixa mossa, mas quero voar por favor."
06 agosto, 2010
"Through the tears and the laughter."
05 agosto, 2010
"My Happy Ending"
Cada vez que ouço esta música lembro-me desse aniversário. Quantos anos fazia? Não sei ao certo – 16, 17? – não sei, a memória já não é o que era, apesar de ir dando para as curvas (nomeadamente para as mais perigosas, às vezes até dotada de uma descarada dose de indiscrição). Curiosamente ou não, não me deixa esquecer que nesse dia recebi uma bola de futebol que vinha dentro de um saco azul com uns golfinhos (até o saco era fenomenal), o qual eu recebi com uma aceleração de espírito e de movimentos de tal forma despropositada e inconveniente, que até hoje me suscita algum incómodo quando penso nessa passagem de testemunho, tão por mim forçada, entre mãos que, vejo hoje, nem sequer se conheciam.
Foi à noite, já mais calma, com todos os presentes sentados aqui e ali pelos sofás da sala, que por alguns momentos se fez silêncio e ficámos todos a ver o vídeo que estava a passar num qualquer canal de música, como passava tantas vezes. Para alívio da conversa ou dos que pesam pela falta dela, parece que veio no momento certo.
Cada vez que ouço esta música lembro-me desse aniversário e do significado que eu lhe dei na altura.
A bola – furada, gasta, sem cor – ao que parece já foi desencaminhada da despensa onde eu a guardava religiosamente, apesar da sua inutilidade, sem que me fosse sequer dada a oportunidade de tentar consentir o seu sumiço.
O significado, hoje parece-me infantil, presunçoso e irrelevante. Que aquela que eu era na altura me perdoe se ler isto.
A música, essa fica sempre. E, como tal, parece-me uma razão mais do que suficiente para a incluir aqui neste meu erário.
[Ao que parece não dá para ver o video aqui, mas como o que eu queria mesmo postar era o video oficial e não um combinado de música + letra, fica aqui à mesma. Quem quiser recordá-la só tem um trabalho: clicar :) ]
02 agosto, 2010
01 agosto, 2010
"I choose to hide..."
30 julho, 2010
Próxima paragem?
"Em certos momentos, aliás pouco numerosos, sucedeu-me mesmo sentir que o imperador mentia. Era preciso então deixá-lo mentir, como todos nós."

Enfim... Venha o próximo livro!
(Para alguma coisa hão de servir as férias)
27 julho, 2010
25 julho, 2010
Ela e os botões
21 julho, 2010
"You're simply the best"
19 julho, 2010
Clam[destino
Enquanto aguardava pelo grito sempre pontual do Sr. João, admirava o nervosismo transparente, quase tocável, que irradiava dos gestos das bailarinas principiantes que se precipitavam como um novelo apertado sobre a abertura do cenário, na procura de um rosto que lhes certificasse que estava ali para as ver – como se isso fosse tudo, ou como se isso devesse sequer ser importante. Mal sabiam elas que quando entrassem em palco não iriam ver mais face alguma, ou presenciar qualquer conversa inoportuna, entre os previsíveis estrupidos de espanto ou o timbre dos sorrisos quando se consentem; que não iriam sentir mais nada além do ritmo da música que dissimula a verdade e corrige a aparente loucura, dando nome e catadura aos movimentos crus, abrasados, que lhes percorrem o corpo e dão vida a cada poro. Não sabem ainda, que a beleza está no desfrutar do que a visão não enxerga, e que a fantasia está no poder ser só corpo – aquele corpo que o pensamento quebrantado, enrugado, consegue agora vislumbrar do alto do chão onde se deleita, lamentando os estragos irreversíveis a que predispusera o seu exímio portador. Não sabem ainda, que é nessa distância sem pecados que se libertam e se abraçam dentro de si mesmas, até que a ultima nota da orquestra se erga até à cobertura do auditório e se consuma num leque de palmas crescentes.
Enquanto mergulha as quase estreantes pontas brancas na caixa de pó de talco junto do palco, por instantes, quase aceita negociar com o desejo e esquecer-se do sonho por ser em que está prestes a embarcar, ao lembrar-se do dia em que lhe disse que gostaria de tê-lo lá, o mesmo dia em que ele disse que não iria faltar, o mesmo dia em que ela teve a certeza. A sua primeira certeza.
Ao chamamento do Sr. João, Clara entrou no palco. O vestido azul que envergava salientava a leveza com que corria até à sua posição, como se soubesse voar. Porque nesse dia ela podia voar. Olhando uma última vez para o público, pousando além do sorriso que transpunha o óbvio, pode ver todos os lugares preenchidos: todos, menos um. Quando Yann Tiersen começou a tocar, só ela e os seus passos improvisados, mas sempre mais do que sentidos, ficaram. Porque não havia ninguém para ouvir o que a música lhes trazia, explicava, prometia. E entre o era uma vez e a palavra não proferida, a sala ficou vazia.
17 julho, 2010
Ainda alguém tem dúvidas?
Precipita os abortos que não se querem espontâneos.
Nega as pazes às mentes já desfeitas,
Em adormecidos e paralelos, flagelos coetâneos.
Haja alguém que corte as asas à esperança,
Na única poda que para ela se conheceu.
Só não Lhe convenha pagar à cobrança,
A velha aliança que sem saber prometeu:
Entre a razão e as páginas em branco,
De quem mais mãe que filha nasceu.
“Ainda bem que Lisboa não é a cidade perfeita.”
Ou então não...
08 julho, 2010
01 julho, 2010
E eu não quero o mesmo Retrato outra vez.
Quem a sabe partilhar.
De que te serve um jardim de raras flores,
Se não as puderes colher (ou será libertar?)
Perdes o tempo que marinas em água doce,
No arrastado receio de o ver desembarcar;
Esqueces que o vento onde quer que sopra
Nunca é para ficar.
A certeza também se cansa,
Ora não fosse de ar o seu alimento;
Mas é por terra que quer dar termo:
Às frases incompletas que só desejam mais tormento,
Aos sonhos perdidos no “e se” do arrependimento,
Às fábulas que nos ditam imploráveis,
O endereço das paixões vulneráveis.
Só não suplico, porque nem pedir sei,
Mas uma coisa te digo,
Mais importante que a verdade, só a sinceridade de a saber viver.
Será, o que tiver que ser.









