31 março, 2011
30 março, 2011
Perfection.
Clara. Eu daria-lhe o nome de Clara. Porquê? Porque em toda a minha vida, curta, tão curta, sempre tive medo de seguir o passeio do outro lado da estrada, mesmo não tendo medo de atravessar a estrada. Sempre tive receio de andar sem olhar para o chão. De correr depressa demais. De pisar solo instável. Perigoso. Sujo. Sempre achei que tinha que tentar, sempre tentar, sem a genuína intenção de fazer. Fazer mesmo. Nunca nada foi límpido, fácil. Claro. Nunca nada foi transparente, nem mesmo com aqueles a quem eu entreguei toda a confiança que se pode, mas não se deve, entregar a alguém. Nem aí, nesses momentos de pura sinceridade, cumplicidade. Confiança. Confiei tanto, que não sei como consegui confiar tanto. Hoje não sei confiar tanto. Nem aí, tudo ficou claro. E foi aí que errei, errámos. Não me arrependo do que fiz, quando tinha idade para o fazer. Tinha a inocência da idade para o fazer. Dizer. E não deveria ter existido mais do que aquilo que existiu. Não era suposto ter existido mais. Não deviamos ter feito mais, mas deviamos ter dito mais. Mas isso sei-o hoje. Não sabia na altura. Na altura em que tudo deveria ter ficado claro. Porque nós precisamos que as coisas sejam claras. Não sabíamos, mas precisávamos que as nossas vidas fossem claras. Para que tivéssemos a certeza de que eram reais.
P.S. Finalmente deixei de ver novelas.
27 março, 2011
"Se há sorte eu não sei, nunca vi."
Três domingos. Três semanas. Não sei se deva festejar, se lamentar. Não sei se me apetece assim tanto virar a página outra vez. Já viste o que fizeste? Amargura. Acho que nunca tinha escrito esta palavra aqui. Já viste o que me fizeste fazer? O que te vale é que o tempo fica sempre do lado de quem parte, não de quem vê partir. Tem tento nas palavras que tanto me tentam, meu amigo. Só mais um pouco.
26 março, 2011
Let's dance!
Não acho a música inesquecivel, nem a letra brilhante, mas não sei... irrequieta-me, alegra-me, faz-me querer agir! E bolas, como me faz dançar! =D
Talvez seja também por esta capacidade de divertir os outros sem grandes ornamentações, que esta música (ou esta versão, sejamos sinceros) me tem ajudado a tornar os dias mais leves, e que hoje tenha feito questão de a ouvir logo de manhã, para entrar mais positiva neste dia insonso que teima em esconder o tão desejado sol.
24 março, 2011
Intervalo.
Talvez este desalinhar dos cabelos e esta fraqueza na voz não passem de um intervalo. Um intervalo como aqueles que inventaram – e nós aceitámos - na televisão, em que vimos repetidamente o mesmo anúncio, que por meios mais ou menos inocentes, nos tenta convencer de que é fácil a verdade. E nós olhamos, às vezes ouvimos, menos vezes recordamos, às vezes rimos até, outros desvalorizamos, mas ficamos. Mostramos desagrado com o tempo abusivo e descarado com que nos empurram publicidade viciosa, viciante, que nos obrigam a ver! dizemos nós ao vizinho do lado. Mas uma coisa é certa, ficamos. Não mudamos de canal. Porque aquilo que nos prende ali pode começar a qualquer momento.
(E porque no outro canal esperamos encontrar o mesmo intervalo, atulhado de pacotes coloridos e louvores, com a diferença de que não sabemos o que vai dar a seguir…)
Será caso para inspirar fundo, esperar que as horas passem e que, com um bocadinho de sorte, não deixem muita mossa.
Se ao menos eu não respirasse...
22 março, 2011
"Fica tão fácil entregar a alma..."
"... a quem nos traga um sopro do deserto."Nada que um banho de água fria não resolva.
Ainda que tenha que ser todos os dias.
21 março, 2011
There you'll be.
Não acho que seja demasiado cedo para pensar nisso. Porque quando se deseja algo, que diferença nos faz desejá-la no hoje ou no depois de amanhã? Mais vale desejá-la hoje, enquanto sabemos que podemos desejar. Querer. E eu quero muito. Quero muito ver a minha idade a crescer. Quero muito mostrar a minha cabeleira branquinha e orgulhosa, enquanto faço das ruas da cidade o meu intento. Quero muito ter dezenas de rugas capazes de contar de que foi feita a minha história: quanta água salgada sentiram, quanta foi desperdiçada, quantos sorrisos foram fingidos, quantas gargalhadas libertadas, quantos raios de sol foram fintados. Quantas mágoas foram pintadas. Quero muito poder dizer que sei quase tudo sobre a vida.
Assim como quero muito ter alguém que me pergunte todas as manhãs se dormi bem e que, cambaleando tanto como eu, me ajude a descer as escadas empinadas pela idade, com a confiança de quem cuida, de quem partilha. Porque já nada mais ambiciona, se não rasgar a solidão e fazer do silêncio um abrigo, que só não mata quando é repartido.
18 março, 2011
Walk a mile in my shoes.
Dizia ele enquanto fitava o vazio, com a atenção de quem o quer atravessar, Ela não acredita no amor, logo, nem o dará, nem o saberá receber. Sem olhar para ele, por não saber de que eram feitas as amarras com que ele se prendia ao vazio que a separava dela, ela respondeu, Em compensação, é uma mulher de paixões. Com a naturalidade de quem não acredita no que não conhece, ele soltou uma gargalhada fria, derrotada, Ai sim? Mas ao que parece faz questão de salientar que não está apaixonada. Ela levantou-se do chão humedecido, caiado pela noite que não tinha descanso, e sentou-se ao lado dele, no banco frio do jardim onde ele permanecia preso ao vazio, desde que ela se lembrava, E não está. Ela é apaixonada. Já olhaste para a lua hoje? Como é possivel não o ser?
14 março, 2011

Lava o pensamento como quem mente. Engana a vontade como quem chora, só por chorar. Apaga as horas como se tivessem existido. Deixa de ouvir aquilo que não te dizem. Sê criança, e pára de te apaixonar. Uma e outra vez. Pára. Pára de pedir explicações a quem não as tem. Porque amanhã é outro dia. Outro dia.
09 março, 2011
"Se vieres, vou esperar-te à estação"
Escolhe a noite. Se vieres, não escolhas o dia, porque eu não sei ser – só ser – quando o dia é do sol. E de toda a gente. Quando o sol não deixa que eu te veja, e que tu me tentes ver. Escolhe a noite, quando vieres. Porque eu não saberei fingir, fugir. Não escolhas as palavras. Não insinues, não perguntes, não declares. Por favor, não jures. Não fales, porque eu não sei ouvir. E não sei falar. E tu não me saberás ouvir, quando eu não souber falar. Dizer. Não digas, quando prenderes os meus olhos nos teus. Não! Não queiras prender os meus olhos nos teus. Meus. Porque eu preciso de te ver. Continuar a ver. Segura a minha mão. Mas sem a prenderes na tua. Segura. Não a deixes cair. Tens agora a certeza?
E fica. Assim como eu sei ficar. Tu ainda não sabes, mas eu também sei ficar. Não escolhas o amanhã, não fiques no tarde demais. Não peses os riscos, as probabilidades, quando estamos assim, sós, inteiros, sem metades. Ainda sem metades. Não escolhas esperar que eu me aproxime mais, que diga que sim. Que diga prometo. Não escolhas esperar, porque eu não sou aquela que se aproxima quando quer mais. Tu não sabes, mas eu não sei ser mais. Sou só aquela que transforma um pacote de açúcar com uma frase bonita num achado valioso, só porque apareceu num lugar e num momento onde tu não estavas. Mas eu tinha-te lá. Sou só aquela que ainda não sabe ouvir música – só ouvir música – sem ver nela, permanentemente, ousadamente, uma saída. Uma forma de transmitir mensagens estagnadas. Estranguladas. Aflitas. Uma mensagem. A mensagem.
Um dia canto-te para tu teres a certeza. Ou talvez sejas tu a cantar. Talvez tenhas que ser tu a cantar, desta vez. Porque eu saberei ouvir. Tu não sabes, mas eu ouço-te. E tu cantas, sem saberes. Mas quando cantares escolhe a noite. Escolhe a noite, se quiseres ficar.
E gostares de ler também seria útil. Se calhar peço demasiado…
Um dia destes deixo-te o blog debaixo da porta.
E fica. Assim como eu sei ficar. Tu ainda não sabes, mas eu também sei ficar. Não escolhas o amanhã, não fiques no tarde demais. Não peses os riscos, as probabilidades, quando estamos assim, sós, inteiros, sem metades. Ainda sem metades. Não escolhas esperar que eu me aproxime mais, que diga que sim. Que diga prometo. Não escolhas esperar, porque eu não sou aquela que se aproxima quando quer mais. Tu não sabes, mas eu não sei ser mais. Sou só aquela que transforma um pacote de açúcar com uma frase bonita num achado valioso, só porque apareceu num lugar e num momento onde tu não estavas. Mas eu tinha-te lá. Sou só aquela que ainda não sabe ouvir música – só ouvir música – sem ver nela, permanentemente, ousadamente, uma saída. Uma forma de transmitir mensagens estagnadas. Estranguladas. Aflitas. Uma mensagem. A mensagem.
Um dia canto-te para tu teres a certeza. Ou talvez sejas tu a cantar. Talvez tenhas que ser tu a cantar, desta vez. Porque eu saberei ouvir. Tu não sabes, mas eu ouço-te. E tu cantas, sem saberes. Mas quando cantares escolhe a noite. Escolhe a noite, se quiseres ficar.
E gostares de ler também seria útil. Se calhar peço demasiado…
Um dia destes deixo-te o blog debaixo da porta.
05 março, 2011
25 fevereiro, 2011
"Só o sonho fica"
E no final de tudo, ou no final do dia, porque a ambição e a incerteza são as mesmas, ninguém disse que era real. Ninguém falou, ninguém ouviu, ninguém mostrou. Ou apenas eu não ouvi e não vi, o que para mim vai dar ao mesmo. Não é egotismo, não é arrogância, assim como o facto de ter deixado de acreditar em palavras perfumadas e melosas não é presunção ou sumptuosidade; não é querer ser mais, não é pensar ser capaz de controlar o incontrolável. É apenas o único meio que tenho para explicar a ausência de factos, o vazio que persiste, insiste em persistir, entre os rumores e os actos, os ditos e os não ditos. É a minha forma de utilizar aquilo que ninguém disse, mas eu sei, como impulsor. O único caminho possível para explicar aquilo que não sei, mas que tenho que acreditar que sei. Chama-se a isto sobrevivência.
"Só ele pode ficar."
24 fevereiro, 2011
Pensamentos que não levam a lado nenhum.
Quanto ao amor (seja o que for que isso seja) acho que já ninguém duvida tratar-se de um jogo. Resta saber quais as regras que estamos dispostos a ostentar na sua presença. Eu não gosto do dominó. Esse jogo monótono, em que vamos acrescentando sequencialmente partes de nós, escolhas óbvias e necessárias, inevitavelmente uma a seguir à outra, sem nunca sairmos do trilho. Entre esse e o xadrez, venha o diabo e escolha. Sim, o xadrez é estimulante, até vicioso. Mas não é mais do que um jogo calculista, precavido, totalmente controlado, e que acaba sempre com a morte de uma das partes. A única variação possível é que se pelo menos um dos jogadores for sábio, a batalha é curta e a mossa pequena; se nenhum dos dois for suficientemente atento (ou dedicado), levam naquele impasse eterno que desfia o tempo e corrói as peças e o tabuleiro.
Se a batalha é realmente inevitável, assim como a necessidade de fingirmos que temos tempo suficiente para nos desbaratarmos em conflitos e arruaceiros inúteis, ao menos joguemos às damas: de igual para igual, preto no branco, prática, acessivel. Simples. E ao menos sempre vamos comendo alguma coisa pelo caminho.
(Sim, pensamentos que não levam a lado nenhum. Mas isto é um blog. Serve para isso mesmo, não é verdade? )
23 fevereiro, 2011
Ela não. Mas eu voltei.
Eu quero mais. Não por capricho. Por direito. Só não queria levar o resto da minha vida a ter que explicar que há silêncios que não têm que ser quebrados. Que há perguntas que não se fazem. Sabem-se. E que eu sou assim, e não vou mudar.
E não gosto quando me deixas neste estado de felicidade impaciente que, descobri agora, é infalivelmente cruel quando se alia a esta vontade incontrolável de cantar.
Tirando isso, e a consequente vulnerabilidade que abomino, até podia dar certo.
Mas agora com licença, que está um lindo dia lá fora.
18 outubro, 2010
01 outubro, 2010
Afinal nada do que parece é.
Pelo menos neste caso.
E é por isso, e por outras tantas razões inexplicáveis e insustentáveis, que aqui se vai fazer um intervalo por tempo indefinido. Talvez seja mentira, e volte ainda mais cedo que o costume para desafiar o já esgotado óbvio.
Ou talvez o seja mesmo, para alivio ou perdição da vontade, porque até eu me canso. De quê? De tentar. O que não quer dizer que não fique à espreita, até porque não ficar já seria pedir-me demasiado.
Portanto aqui fico, mais ausente nas palavras escritas, mas mais real nos pensamentos.
Até que haja uma história verdadeiramente merecedora de a contar aqui...
Para lá da porta que, para já, se manterá aberta.
29 setembro, 2010
Assim como um dia o sol andou à volta da terra…
Enquanto as lágrimas lhe escorrem relutantes pela cara engelhada de constrição – não vão elas se esgotar pela tão forte torrente – ele esforça-se para se olhar de frente para o espelho. É um dos seus segredos: ficar assim, de olhos fixados nos seus, trocando o desfecho pela estrada, enquanto olha com pena aquele desconhecido, alagado por fora, seco por dentro, resumido à imagem que quem está de fora pode ver – ou sabe ver. Com pena, sim, porque não conhece um mal maior que possa oferecer àquela imagem vaga, que os outros encontram na rua e maquinalmente cumprimentam – Bom dia. Tudo bem? – e ele responde da única maneira que sabe – Sempre.
Depois, guardada mais uma pesada e não dada resposta, troca os suspiros por um espelho, agarra o tempo que vive calado com as duas mãos fechadas, e assim fica, até que a vergonha ou a falta de razões cessem as lágrimas, mais uma maré de tantas, e aos poucos se vá reconhecendo no espelho embaciado de pudor.
É nessa altura que sai de casa, e em passos largos e sedentos percorre até à exaustão física aquelas ruas que não foram feitas para carros, e que de tanto se perder nelas de forma propositada, já conhece tão bem.
Extenuado, aproveita então a escadaria da igreja para recuperar o fôlego, enquanto as pessoas que passam sem dar pela sua presença esbatida nos degraus empoeirados, lembram-lhe que o tempo não tira folga. É quando ele a vê. Parece não ter pressa, enquanto vaga entre a lufada de gente esfomeada que àquela hora se esgueira para casa ou para o restaurante do costume para recobrar as energias. Ele tinha que aproveitar aquele momento. Não podia deixar que ela se fosse embora sem sequer tentar falar com ela. A custo, como se o cansaço nas pernas se tivesse estendido a todo o corpo, e encandeado por aquele dia coberto de nuvens fulgentes, levantou-se das escadas, inspirou a meio gás, porque fundo já não o sabia fazer, e avançou na direcção dela.
Quando chegou ao seu encontro, ela empunhava uma máquina fotográfica acima da cabeça, apontando-a para o topo de uma árvore, já despido pelos primeiros ares do Outono.
- Olá - interrompeu ele - preciso de te pedir uma coisa.
Sem olhar para ele, ela começou a ver na máquina as fotografias que tinha tirado e voltou a apontar a objectiva para o céu
- Está bem. Mas primeiro eu preciso de ter a certeza que és tu.
- E como é que eu faço isso?
- É simples… - virando-se para ele, ela estende a máquina fotográfica na sua direcção e de um rosto sério que nela nunca antes vira, ele ouviu
- Dá-me um nome.
Ele aceitou a máquina com as duas mãos e ergueu-a na direcção dos olhos para a fotografar. Mas quando espreitou pelo pequeno ecrã da máquina apenas encontrou o tronco rasurado de uma enfraquecida árvore, desfolhada e amarela. Ela tinha desaparecido. E ele sorriu.
Depois, guardada mais uma pesada e não dada resposta, troca os suspiros por um espelho, agarra o tempo que vive calado com as duas mãos fechadas, e assim fica, até que a vergonha ou a falta de razões cessem as lágrimas, mais uma maré de tantas, e aos poucos se vá reconhecendo no espelho embaciado de pudor.
É nessa altura que sai de casa, e em passos largos e sedentos percorre até à exaustão física aquelas ruas que não foram feitas para carros, e que de tanto se perder nelas de forma propositada, já conhece tão bem.
Extenuado, aproveita então a escadaria da igreja para recuperar o fôlego, enquanto as pessoas que passam sem dar pela sua presença esbatida nos degraus empoeirados, lembram-lhe que o tempo não tira folga. É quando ele a vê. Parece não ter pressa, enquanto vaga entre a lufada de gente esfomeada que àquela hora se esgueira para casa ou para o restaurante do costume para recobrar as energias. Ele tinha que aproveitar aquele momento. Não podia deixar que ela se fosse embora sem sequer tentar falar com ela. A custo, como se o cansaço nas pernas se tivesse estendido a todo o corpo, e encandeado por aquele dia coberto de nuvens fulgentes, levantou-se das escadas, inspirou a meio gás, porque fundo já não o sabia fazer, e avançou na direcção dela.
Quando chegou ao seu encontro, ela empunhava uma máquina fotográfica acima da cabeça, apontando-a para o topo de uma árvore, já despido pelos primeiros ares do Outono.
- Olá - interrompeu ele - preciso de te pedir uma coisa.
Sem olhar para ele, ela começou a ver na máquina as fotografias que tinha tirado e voltou a apontar a objectiva para o céu
- Está bem. Mas primeiro eu preciso de ter a certeza que és tu.
- E como é que eu faço isso?
- É simples… - virando-se para ele, ela estende a máquina fotográfica na sua direcção e de um rosto sério que nela nunca antes vira, ele ouviu
- Dá-me um nome.
Ele aceitou a máquina com as duas mãos e ergueu-a na direcção dos olhos para a fotografar. Mas quando espreitou pelo pequeno ecrã da máquina apenas encontrou o tronco rasurado de uma enfraquecida árvore, desfolhada e amarela. Ela tinha desaparecido. E ele sorriu.
24 setembro, 2010
O frio tem destas coisas. E o pensar nele também.
Sair é fácil. Abandonar não custa. Dizer adeus é diferente. Implica dar a cara, dar a voz, inventar uma expressão que não pareça absurda. Ter a coragem de olhar para o lado ou a falta dela para olhar nos olhos. Para lá dos olhos. Dizer adeus é difícil. Acordar num dia de inverno é difícil. O querer não acordar, não ter que ver o dia nublado ou, na melhor das hipóteses, de chuva. Há quem diga que gosta de chuva. Eu também gosto de chuva. Quando não tenho que sair de casa. Quando estou na minha casa. Mas quando chove eu tenho sempre que sair de casa e nunca estou na minha casa. E depois lá vai ela, dividida avulsa de contornos assimétricos, entre aquela que enverga o tem que ser, em modo automático de manifestação, e a outra, a do nunca poderá ser. A última vai sempre guardada na mala, escondida das gentes – ou do céu nublado – espreitando de quando em vez com os olhos fechados, o ar húmido e triste das casas vazias de laços, que invariavelmente lhe chega aos ouvidos resistentes acompanhado do ruído do colchão da cama a ceder à passividade da desaceleração do ser, e da música a soar baixinho, indolente... O que nos vale é o chocolate. Como eu odeio o inverno.
14 setembro, 2010
A fonte
Em frente ao velho espelho enferrujado, ele lavava as palavras antes de as repensar. E enquanto as soletrava apertadas entre si, perfumava-as e enfeitava-as com todas as vírgulas e entoações que conhecia, experimentando-as, atraiçoando-as, enquanto ousava combiná-las com os sorrisos que tinha ensaiado e com os olhares que mais tarde inspirariam as palavras geradas para suavizar o momento: as espontâneas, e as cercadas de arame farpado, dissimulado pela brisa do fim de tarde. Em frente ao espelho enferrujado que podia não ser velho, vestiu o seu melhor fato, que guardava sigilosamente numa grade de madeira forrada com jornais desde o dia em que lho ofereceram sem saberem. Com as mãos molhadas de ansiedade, ajeitou e desajeitou o cabelo desgrenhado até que não parecesse o seu. E condecorou-se. Bajulou-se. Sentado na cama de colchão de palha, onde os pés não tinham direito a um espaço assente para repousar, engraxou o bico dos sapatos, que de baile só conheciam o da lavoura diária. Encheu o peito de ar e de perfume, levantou a pesada porta de madeira que se confundia com o soalho do sótão e desceu as escadas de mão ante mão e de pé ante pé, com o cuidado de quem se pode desfazer em realidade através de um qualquer contacto imprevisto com o que já lá estava antes da história começar. Hoje não era um dia qualquer. Ia vê-la.De costas para o altivo espelho de moldura dourada, ela repensava as palavras que não haveria de dizer. Olhava para a janela recortada pela cortina de organdi azul e adivinhava o tempo que não iria ser de chuva. Do guarda-fato de madeira robusta esculpida, só lhe surgiam vestidos vistosos, de folhos exuberantes e cores fartas. Nada do que ela procurava. Sem olhar para o espelho que a aguardava, tirou debaixo da cama um baú de madeira bem cuidada, apesar do pó inevitável, e abriu-o esperançosa. No formoso baú encontrou uma boneca de porcelana, de cabelo loiro e olhos azuis; duas fotografias de família amareladas pelo tempo em que não olharam para elas; e dois rolos de tecido branco, baço, que ela desenrolou com um sorriso florido nos lábios. De sonhos numa mão e tesoura noutra, em meia hora, porque não era preciso mais, tinha um vestido simples e pobre, brilhante, deleitado em cima das exageradas dimensões da sua cama, feita à partida para o seu corpo de menina. De vestido leve no corpo e cabelo por arranjar, foi a correr que ela trespassou o austero portão de ferro da sua casa, em direcção à fonte da vila.
Quando ele chegou à fonte, ainda o sol rejubilava alto, encandeava a calçada e fazia lacrimejar a mármore salpicada pela água que corria fresca da nascente decorada. Pelo calor ou pela falta de afazeres na rua àquela hora, a vila parecia deserta. Não havia viva alma naquela praça que pudesse presenciar o tão esperado encontro que ali ia ter lugar. Sentado no beiral da fonte, sentia-se derreter debaixo do fato mal engomado. O suor manchava-lhe a camisa e os pensamentos – e o relógio que não tinha, teria sido útil para lhe dizer que ela não iria chegar. Sem relógio, ele esperou sentado, resistindo à tentação que o assolava de minuto a minuto, em aliviar a estância de brasas em que se tornara a sua cabeça, na corrente límpida, nessa hora divinal, que para além da companhia lhe daria esperança, mas que lhe desmancharia o penteado.
Desolado pelo que não conseguia explicar, deixou a fonte sem olhar para trás e, no mais vagaroso passo que conhecia, carregou as palavras ao colo, adormecidas pelo embalo, até ao reconforto do seu pequeno sótão.
Quando ela chegou à fonte, o sol parecia-lhe então atordoado, graças aos tecidos coloridos regados de flores que os populares haviam pendurado das varandas e que cobriam quase toda a praça, providenciando-lhes a sombra desejada. Era dia de festa na vila. Parecia-lhe impossível como é que naquela pequena praça havia espaço para uma vila inteira de habitantes, os seus visitantes, e para as suas danças festivas em redor do acordeonista. Crente de que ele a chamaria quando a visse, centrou-se em procurar um lugar sobre a mármore fresca da fonte, mas por sinal havia bem mais pessoas com o mesmo propósito que ela. Por isso, e porque não era importante, esperou de pé. O relógio que havia herdado da sua mãe como testemunho de outras gerações que a antecederam, dizia-lhe que o tempo passava depressa e que, pior que isso, já tinha passado várias vezes no mesmo dia por aquele mesmo sitio, pela mesma fonte, deixando-a lá uma e outra vez, à espera. A brisa de fim de tarde chegava, por entre a multidão agitada, silenciosa, ociosa, dando asas à imaginação e pernas à paciência. E ela aceitava-a benevolamente, como a um copo de água que não se rejeita, enquanto se imaginava de pé sobre o beiral da fonte, de braços abertos a recebê-la, numa praça então vazia de gente e cheia de vida. Quando acordou desse estado de não acordado sem dormir, a festa já tinha acabado, e deu por si sozinha junto à fonte a fixar, sem intenção, uma senhora que apanhava agora do chão os desperdícios que das festas sempre restam.
Quando ela chegou à fonte, o sol parecia-lhe então atordoado, graças aos tecidos coloridos regados de flores que os populares haviam pendurado das varandas e que cobriam quase toda a praça, providenciando-lhes a sombra desejada. Era dia de festa na vila. Parecia-lhe impossível como é que naquela pequena praça havia espaço para uma vila inteira de habitantes, os seus visitantes, e para as suas danças festivas em redor do acordeonista. Crente de que ele a chamaria quando a visse, centrou-se em procurar um lugar sobre a mármore fresca da fonte, mas por sinal havia bem mais pessoas com o mesmo propósito que ela. Por isso, e porque não era importante, esperou de pé. O relógio que havia herdado da sua mãe como testemunho de outras gerações que a antecederam, dizia-lhe que o tempo passava depressa e que, pior que isso, já tinha passado várias vezes no mesmo dia por aquele mesmo sitio, pela mesma fonte, deixando-a lá uma e outra vez, à espera. A brisa de fim de tarde chegava, por entre a multidão agitada, silenciosa, ociosa, dando asas à imaginação e pernas à paciência. E ela aceitava-a benevolamente, como a um copo de água que não se rejeita, enquanto se imaginava de pé sobre o beiral da fonte, de braços abertos a recebê-la, numa praça então vazia de gente e cheia de vida. Quando acordou desse estado de não acordado sem dormir, a festa já tinha acabado, e deu por si sozinha junto à fonte a fixar, sem intenção, uma senhora que apanhava agora do chão os desperdícios que das festas sempre restam.
Ao não saber o que haveria de pensar, ela não pensou. E seguiu para casa.
Ele, que não dormia, nessa noite dormiu e sonhou com ela.
Ela, que dormia sempre, nessa noite não dormiu e sonhou com ele.
Porque o que eles não sabiam é que na pequena vila onde moravam havia duas fontes.
Ele, que não dormia, nessa noite dormiu e sonhou com ela.
Ela, que dormia sempre, nessa noite não dormiu e sonhou com ele.
Porque o que eles não sabiam é que na pequena vila onde moravam havia duas fontes.
***
(Apesar de conhecer bem o sitio, a fotografia não é minha, foi retirada da net. Nela podem ver a fonte dos amores, em Portalegre. Apesar de agora estar um pouco diferente devido às obras que fizeram no local, continua a ser um ponto de passagem obrigatório para quem sobe a serra de S. Mamede e gosta de, de vez em quando, se desligar de tudo por uns instantes e desfrutar de uma paisagem bonita.)
08 setembro, 2010
07 setembro, 2010
Daquela menina e moça.
Estas fotografias foram tiradas no dia em que eu descobri o verdadeiro significado de… colinas! Tal não é o meu espanto quando em vez das muralhas que perseguia com os olhos desde o rossio, encontro a bela da vista do Largo da Graça, e vejo os benditos pedregulhos no monte ao lado. Não que isso fosse um problema, muito pelo contrário. Não há nada como descobrirmos por nós mesmos um sítio bonito, principalmente se for sem querer. Portanto, só tive que descer e voltar a subir. Quando por fim cheguei à entrada do castelo, acabei por nem entrar (sim, não me apeteceu pagar para ver Lisboa, quando a posso ter toda de graça). Seja como for, o principal já tinha visto e percorrido: porque a meta era o caminho.
Depois de um belo corneto numa mini esplanada à entrada do castelo lá fui eu, por entre estendais de roupa esbranquiçada; senhoras à janela a conversar, que desviam a conversa e o olhar à minha passagem, desconfiadas com aquela não esperada visita; crianças a correrem por aquelas pedras escorregadias, sujas de tempo; e cada recanto daquela cidade a pousar debaixo do sol, extasiado, completo. E os cheiros… não, Lisboa não me cheirou a flores, mas à medida que percorria o bairro de Alfama (sem saber ao principio que era aí que me encontrava), foram tantos os perfumes que aí fui reconhecendo e saboreando como familiares, como crus, genuínos, que parei - e reparei - que naquele sitio tão diferente daqueles a que me ensinaram a chamar como meus, também se criam vidas, endereços, lares. Pessoas. As pessoas que fazem esses lares.
E assim continuei, num cansaço unicamente de corpo, a descer por entre as ruelas que ali são avenidas. E a encantar-me. Por uma cidade que a obrigação não me deixava ver, e a rejeição à priori não me deixava sentir.
Depois de um belo corneto numa mini esplanada à entrada do castelo lá fui eu, por entre estendais de roupa esbranquiçada; senhoras à janela a conversar, que desviam a conversa e o olhar à minha passagem, desconfiadas com aquela não esperada visita; crianças a correrem por aquelas pedras escorregadias, sujas de tempo; e cada recanto daquela cidade a pousar debaixo do sol, extasiado, completo. E os cheiros… não, Lisboa não me cheirou a flores, mas à medida que percorria o bairro de Alfama (sem saber ao principio que era aí que me encontrava), foram tantos os perfumes que aí fui reconhecendo e saboreando como familiares, como crus, genuínos, que parei - e reparei - que naquele sitio tão diferente daqueles a que me ensinaram a chamar como meus, também se criam vidas, endereços, lares. Pessoas. As pessoas que fazem esses lares.
E assim continuei, num cansaço unicamente de corpo, a descer por entre as ruelas que ali são avenidas. E a encantar-me. Por uma cidade que a obrigação não me deixava ver, e a rejeição à priori não me deixava sentir.
Quem sabe se um dia não falarei em saudades desta terra. Onde falando sou turista, mas que, e talvez por isso, gosto de a viver.
02 setembro, 2010
Gargalhada aluga-se.
01 setembro, 2010
Falemos só do que é importante. Só hoje.
“A máquina fotográfica pode revelar os segredos que o olho nu ou o espírito não captam, tudo desaparece excepto o que focámos no quadrado. A fotografia é um exercício de observação e o resultado é sempre um golpe de sorte. Essa procura é sobretudo espiritual. Procuro verdade e beleza na transparência de uma folha no Outono, na forma perfeita de um caracol na praia, na curva de umas costas femininas, na textura de um antigo tronco de árvore, mas também noutras formas escorregadias da realidade. Algumas vezes, ao trabalhar com uma imagem no meu quarto escuro, aparece a alma de uma pessoa, a emoção de um evento ou a essência vital de um objecto, nessa altura a gratidão explode no meu peito e ponho-me a chorar, não consigo evitá-lo. É para essa revelação que aponta o meu ofício.”
Retrato a sépia, Isabel Allende.
E é também por isso que eu não troco um álbum de fotografias por um vídeo. Porque, a não ser que passemos a mesma cena uma e outra vez, ainda assim, haverá sempre uma tendência para vermos aquilo que quem filmou viu, aquilo que os que foram filmados viram, passando-nos mais uma vez despercebidos, os pormenores da realidade que poderiam mudar toda a história.
Uma fotografia dá-nos tempo, para percorrê-la, palpá-la. Numa fotografia temos uma parte daquele que é fotografado, guardado; temos aquilo que quem o fotografou tentou guardar; e temos aquilo que aquele que a pôde ver mais tarde observou, sentiu. É aí, algures entre cada um destes instantes, que repousa a verdade. E é através dela, que eu troco a memória pela imaginação e procuro as recordações que não tenho; que tento ouvir aquele tom de voz que imagino pelos contornos da face e do pescoço adornado; que tento sentir aquele cheiro que se adivinha pelos cabelos encaracolados e a roupa imaculada. E, acima de tudo, tento comparar com aqueles que conheço, os traços, as cores que estão para além do preto e do branco, os gestos e os jeitos que se desvendam pela forma da boca, dos olhos, do nariz, e que me garantem que aquela pessoa que ali vejo, continua presente, ainda que, por pedaços repartidos entre os seus.
Uma fotografia dá-nos tempo, para percorrê-la, palpá-la. Numa fotografia temos uma parte daquele que é fotografado, guardado; temos aquilo que quem o fotografou tentou guardar; e temos aquilo que aquele que a pôde ver mais tarde observou, sentiu. É aí, algures entre cada um destes instantes, que repousa a verdade. E é através dela, que eu troco a memória pela imaginação e procuro as recordações que não tenho; que tento ouvir aquele tom de voz que imagino pelos contornos da face e do pescoço adornado; que tento sentir aquele cheiro que se adivinha pelos cabelos encaracolados e a roupa imaculada. E, acima de tudo, tento comparar com aqueles que conheço, os traços, as cores que estão para além do preto e do branco, os gestos e os jeitos que se desvendam pela forma da boca, dos olhos, do nariz, e que me garantem que aquela pessoa que ali vejo, continua presente, ainda que, por pedaços repartidos entre os seus.
Esta jovem, que aqui vos deixo hoje, chama-se Brígida. Morreu quando eu tinha 4 anos havia 4 dias.
29 agosto, 2010
Como se isso fizesse diferença.
"Nem tudo é festa, porém, ao lado de uns quantos que riem, sempre haverá outros que chorem, e às vezes, como no presente caso, pelas mesmas razões."
in "As Intermitências da morte"
26 agosto, 2010
Coisas de quem não tem nada que fazer...
Encontrei este desafio noutros blogs e não resisti a experimentar também.
O desafio consiste em:
* Pôr o Windows Media Player em modo aleatório;
* Carregar «seguinte» para cada pergunta;
* Usar o título da música como resposta a cada pergunta, mesmo que não faça sentido e sem fazer batota.
Eis o resultado...
1- Como te sentes hoje?
Muse- Unintended
Sarah Brightman -I dreamed a dream
Simple Plan - Welcome to my life
Celine Dion - Because you loved me
Greenday - Wake me up when september ends (ui!)
Celine Dion - Let's talk about love (-.-)
Rui veloso - Jura
Reamon - Strong
Kelly Clarkson - Addicted (LOL)
Dulce Pontes - Estranha forma de vida (xD)
Mafalda Veiga - Era uma vez um pensamento teu (*.*)
Luis Represas - Ao canto da noite
The Corrs - Run away
(LOL, ainda ontem era o único xD)
Ana Carolina - Aqui
Norah Jones - The prettiest thing
Sarah Mclachland - Possession
The Fray - How to save a life (lol)
Marisa Monte - Pra ser sincero
Lara Fabian - To love again
Whitney Houston - I will always love you
Black eyed peas - Don't lie
Beyonce/Shakira - Beautiful liar
NickelBack - How you remind me
Alicia Keys - No one =)
O desafio consiste em:
* Pôr o Windows Media Player em modo aleatório;
* Carregar «seguinte» para cada pergunta;
* Usar o título da música como resposta a cada pergunta, mesmo que não faça sentido e sem fazer batota.
Eis o resultado...
1- Como te sentes hoje?
Muse- Unintended
2- Vais ser alguém na vida?
Vasco santana - Fado do estudante (xD)
3- Como os teus amigos te vêem?Sarah Brightman -I dreamed a dream
4- Vais casar?
Daniela Mercury - À primeira vista
5- Qual é a música do teu melhor amigo?Simple Plan - Welcome to my life
6- Qual é a história da tua vida?
Vanessa da Mata - Nossa canção
7- Como é que foi a escola secundária?Celine Dion - Because you loved me
8- Como é que podes ir adiante na vida?
Yann Tiersen - La valse d'Amelie
(A dançar, lá está xD)
9- Qual é a melhor coisa nos teus amigos?(A dançar, lá está xD)
Greenday - Wake me up when september ends (ui!)
10- O que é que está «in» esta semana?
Xutos e pontapés - Circo de feras
11- Como é a tua vida?Celine Dion - Let's talk about love (-.-)
12- Que música vai tocar no teu funeral?
Celine Dion - Dans un autre monde (LOL)
13- Como é que o mundo te vê?Rui veloso - Jura
14- Vais ter uma vida feliz?
James Blunt - You're beautiful
15- O que é que os teus amigos REALMENTE pensam de ti?Reamon - Strong
16- As pessoas têm inveja de ti?
Avril Lavigne - When you're gone
(ya, quando me vou embora lol)
17- Como te podes fazer feliz?(ya, quando me vou embora lol)
Kelly Clarkson - Addicted (LOL)
18- Com que música fazias um striptease?
Faith Hill - Breath (não me parece..)
19- Se um homem numa carrinha te oferecesse um doce, o que farias?Dulce Pontes - Estranha forma de vida (xD)
20- O que é que a tua mãe pensa de ti?
Alanis Mourissette - Offer
21- Qual é o teu segredo mais escuro e profundo?Mafalda Veiga - Era uma vez um pensamento teu (*.*)
22- Qual é a música do teu inimigo mortal?
Mariah Carey - Through the rain
23- Como é a tua personalidade?Luis Represas - Ao canto da noite
24- Qual música vai tocar no dia do teu casamento?
Shania Twain - You're still the one
25- Que música vai tocar na tua lua de mel?The Corrs - Run away
(LOL, ainda ontem era o único xD)
26- O que os desconhecidos acham de ti?
Natalie Imbruglia - Shiver
27- Amanhã vais dar um concerto, com que música inicias um concerto?Ana Carolina - Aqui
28- Com que música encerras o concerto?
Evanescence - My immortal
29- Que música dançarias em frente ao teu ídolo?Norah Jones - The prettiest thing
30- Se te visses em apuros como é que sairias dessa situação?
Melissa Ferrick - Drive
(Nem sei que música é esta xD)
31- Com que música patinarias no gelo?(Nem sei que música é esta xD)
Sarah Mclachland - Possession
32- Que música define a tua passagem de ano novo?
Christina Aguilera - Nobody wants to be lonely
33- O que dirias àquele prof que odeias?The Fray - How to save a life (lol)
34- O que dirias se tivesses de te despedir dos teus pais?
Pink - Who knew
35- O que dirias a uma pessoa que estivesse a morrer à tua frente?Marisa Monte - Pra ser sincero
36- O que dirias ao telemóvel com uma pessoa que te estava a irritar?
Delta Goodream- Innocent eyes
37- Quando vês um amigo triste, o que fazes?Lara Fabian - To love again
38- O que farias à/ao tua/teu irmã/irmão quando ela/ele te irritasse?
Natalie Imbruglia - Big mistake
39- O que dirias à tua mãe?Whitney Houston - I will always love you
40- O que dirias ao teu pai?
Sara Tavares - Eu sei
41- O que farias ao teu cão caso ele partisse algo importante?Black eyed peas - Don't lie
42- O que dirias ao Director da tua escola?
Ivete Sangalo - Faz tempo
43- Se fosse enfermeiro o que dirias a uma criança que ia apanhar uma vacina?Beyonce/Shakira - Beautiful liar
44- O genérico de uma novela, qual era?
Tony Braxton - Unbreak my heart
45- Se cantasses uma música com o teu ídolo qual seria?NickelBack - How you remind me
46- Se cantasses com uma pessoa que odeias?
Dido - Thank you (Claro! xD)
47- Que música irás cantar quando acabares este questionário?Alicia Keys - No one =)
Experimentem! =P
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